Falar o que as lágrimas tentam descrever é um pouco difícil, pelo menos pra quem fica o dia todo com um sorriso estampado no rosto tentando demonstrar que nada aconteceu.
Preto está sendo minha cor preferida, acredito que ela tampa todo o sofrimento, ajeita o que é possível ter concerto, porque clarear para tirar o que manchou, fez marcas horríveis, não faz sentido. Eu tentei clarear, apagar, mas não gostei, não me alivia. Todo bom arco-íris sai de minha fantasia, a fase da minha vida não sai de uma longa tempestade. Minha revolta volta novamente, cansada de ser tão humilhada depois de tanto correr, ver que meu suor não valeu nada, e foi gasto por um sangue de barata.
Essas datas me matam de todas as maneiras, tento esperar a meia-noite pra me sentir em paz, você não saber o que acontece todos os dias, uma rotina que considerava como minha, e ela acabar em 2 dias, e te destruir em 2 semanas. 2 LONGAS semanas.
Querer algo que parece simples, torna o maior problema da sua vida. O motivo do seu sorriso ser a razão do seu cansaço, o suficiente pra te partir ao meio.
Preto me traz uma calma, inexplicável. O que me lembra um quarto vazio me traz calma. Talvez seja porque sou uma pessoa vazia, e não sei lidar com isso. O preto é pra isso, cobre as pessoas vazias, acalma elas, borra a verdade.
Meu olho carregado pra mais um dia de escola, as unhas roídas tipicamente um desastre, é isso que me acalma, isso que me faz bem, aqueles fones brancos sujos, que não sai dos meus ouvidos, all star velho, cabelo liso, andar de uma forma desajeitada, e seguir... Como palhaça, como psicóloga, como uma simpatia de pessoa, sem que saibam meu tão sujo e solitário que ninguém se importa.
Exagero? Talvez, mas afinal, o que sinto é uma batida de carência, saudade, discórdia e amor pra quem tem problemas bem maiores e só coloca um sorriso estampado no rosto, um cabelo bagunçado, e um tênis levemente rasgado, um coquetel de estupidez, que é tão preto quanto eu...
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