Estava esperando, nervosa, pelo o fato de odiar esperar. Constatava que tudo daria errado, todo o azar poderia estar me acompanhando aquele dia. Estava odiando minha roupa, não via beleza naquilo, meus lábios rachados de tanto frio e nervosismo ao mesmo tempo.
De cinco minutos depois eu vejo ele, seu sorriso abre livremente, seu jeito tímido, seu cheiro único, sem saber como se comportar certamente comigo.
Meu nervosismo gritava, todo o pouco, pra mim, seria o escândalo, eu escondia isso falando coisas paralelas, ele sempre me respondia e foi muito engraçado.
Suas mãos se entrelaçam as minhas, me sinto segura, sua atitude me abriu um sorriso tímido, tudo que tinha de expectativa se tornava real, noites em claro pensando em cada detalhe, como toda moça que acredita em amar de novo.
O filme ia começar, depois de trailers infinitos, que alguns me despertava a vontade de assistir. Conversas paralelas vieram como estava no momento. Poder abraçá-lo e sentir sua barba mal feita, ao mesmo tempo puxando, sem dor, e poder faze-lo bem, da mesma forma que estava me fazendo. Deixei seu cabelo bagunçado, ao arrumar, mexia em seu cabelo olhando fixamente nele, o silencio mais misterioso que tive, mas apaixonante.
Momento que nunca tive antes, que aguentar firme meu pouco de segurança, meu jeito desastrado me pegando nos momentos mais oportunos, o jeito natural que tinha que ser, fazendo tudo único, fazendo tudo apaixonante. Meu passado me condenava, tendo certeza de que nunca iria sorrir por alguém como sorri. Tempos levam suas magoas, te tornam madura o suficiente pra continuar, saber as verdadeiras escolhas que queira tornar em cotidiano. A vida é uma dança, você erra, tropeça, e com os obstáculos, você ri, você chora, você passa raiva. Mas no fim de algo que queira explorar e continuar, vai te fazer unica, com seu jeito, com o seu amor por essa novidade, com sua forma de se entregar a isso! Deixar levar aos sentidos.

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