Vendado

15 de ago. de 2014
Muitas vezes tento abraçar o mundo com os braços
Tento fazer a vontade de todos,
Tento ser a pessoa que nunca decepciona ninguém.
Não ganho valor nenhum por isso.

O desgosto que me da toda vez ao ver que meus interesses mudarem radicalmente pra pessoas que só olham pro próprio nariz. O que fazer quando ama uma pessoa assim? Ela não muda por você, ela não faz questão de fazer uma atitude que arranque sorrisos inocentes, aqueles que não seriam esquecido com facilidade, e sim, com lembranças com gostinho de "quero mais".
As vendas imaginarias virou minha aliada, minhas maiores atitudes são mentiras a mim mesma, enganações pra não ser reveladas a verdade, essas vendas não tampam meus ouvidos, e a partir do momento que começo a ouvir minha mente, minhas enganações, as vendas começam a ficar úmidas, úmidas de desabafos, de tristeza, de ter a cabeça latejando sempre quando me deparo a isso.
A felicidade estava tão perto, estava tão boa pra ser verdade, pra durar desse jeito. Me sentir suja e podre, e ao mesmo tempo não admitir que tanta injustiça me persegue. Não posso aceitar a lucidez, não posso aceitar o temporário, não posso aceitar o que me faz bem e mal ao mesmo tempo. 
As lagrimas voltaram, os sorrisos foram embora, mais uma vez, se tornando a minha maior batalha pro fim dessa guerra emocional, aquela coisa que se torna rara e maravilhosa, e que vira uma coisa tão desgastante que o faz olhar pro céu e perguntar a mim mesma: Até quando a felicidade se torna objetivo além de rotina? 

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