Meus 15 detestáveis anos.

11 de set. de 2014
O pior sentimento, sensação, ou fase que existe é a solidão. Aquele momento que você percebe que não pode correr nos braços de ninguém, você simplesmente quer atenção e não tem nem um minuto de aconchego, nem um minuto de desabafo, ou algo que te alivia. As vezes um abraço silencioso, o som da voz de uma pessoa, em que você percebe que está segura com ela... Não, não falo exatamente um namorado, ninguém necessita disso por esses momentos. Eu queria amor, eu queria algo que distraísse meus dias, me arrancasse sorrisos, queria não ter esse problema de ser tão solitária e desocupada.
Adolescência cansa, 15 anos cansa.
Não tem praticamente nada que nessa idade eu tenha algo que me fez feliz, aquele feliz pra ser inesquecível. Talvez, a festa de 15 anos que ganhei dos meus amigos, e logo depois me deram um monte de ovada, e no mesmo dia, ter ficado com um menino muito fofo e depois perceber que não gostava dele da maneira que imaginava. Sim. Mas e o resto? Uma pessoa que em algum momento da minha vida ter me deixado tão feliz, mas logo depois me desiludiu de toda palavra e sorriso bobo que me fez se apaixonar loucamente, como nunca ter me apaixonado antes, ter brigado ao silencio com minha mãe e depois de tudo isso, não ter o que esperava. Tenho apenas esse blog, esse blog é o que sinto, o que penso, o que me satisfaz. Não procuro que leiam, não acho que alguém vá se identificar com textos enormes e sem sentido. 
Eu só tento encontrar a paz que não tenho em algum lugar, em alguma musica, talvez. Ou até em alguém, numa pessoa que entenda o que sinto, que não apenas me escute, mas que me acolha disso. Meus pais não seriam a opção que procuro, eles não me escutam pra me deixar melhor, eles me escutam pra me dar lição de moral, mas isso atrapalha minhas escolhas, eles me manipulam, é o que os pais devem fazer, mas com moderação. Não tenho 10 anos, estou descobrindo a vida, ver o que quero. Não penso só em festa, meninos e maquiagem. Não! Penso no que me motiva, no que me faz feliz, e junto que estou perdida, pelo o fato de não saber de nada que me motiva. 
Agradecer meus pais? Agradecer por ter me sustentado e não ter me posto pra fora de casa, pode ser, mas agradecer por ser o principal motivo de querer sair e casa e ficar um bom tempo sem olhar pra cara dos dois pelo o simples fato de me deixar com um grande trauma de só ter eles pra me acolher? Não.
Eu não suporto ter só meus pais como quem se "preocupa" comigo, e mais brava por perceber que no fundo nunca vai ter alguém que se preocupe com você da maneira que esperava.
A tia da escola consegue me dar mais atenção que as minhas amigas da minha escola, eu mesmo evito porque sei que não vai valer de nada gastar saliva, elas simplesmente estão preocupada com a cor do cabelo, planos pra fim de semana, namorados, eu entendo, e tento ajudar. Mas o que elas ganham demonstrando que estão se importando com meus problemas, sendo que estão nem aí pelo o que sinto de verdade? O meu "ta tudo bem" me alivia delas, mas não me cura de nada. Por mais que eu tente achar que meus problemas são menores que os delas, eu não consigo, acho o cumulo do escroto e da inutilidade. Talvez me revolto por elas terem uma vida boa e eu não (pelo menos, não satisfeita com o que ta acontecendo comigo). 
As vezes da vontade de por uma coleira no pescoço e falar pro meus pais, "pronto, vocês conseguiram, sou o animal de estimação de vocês" ou me amarrar de cordas e falar "me façam de marionete, sou uma boneca sem vida".
Não sei ser insensível, não sei ser madura, não sei -nem consigo ou posso- amadurecer com o tempo, tenho a obrigação de não fazer grandes erros e não ter tempo com meus problemas inúteis. Isso é inútil, mas é porque sou muito sensível com pequenas coisas. Meu desejo enorme de não dar importância a nada é muito grande, mas o motivo que estou assim é que eu não consigo, -não consigo- focar em coisas que vai me trazer felicidade ou aconchego pro futuro. Eu só queria viver o presente, queria viver essa fase de adolescência, que queria meus 15 anos da forma mais tranquila que imaginaria. Meus planos pra esse ano já foi tantos que perdi as contas, planos pra mudar, me apaixonar, aprender, me focar, mas todos são rompidos. porque nenhum é feito com calma, ou por inteiro. É tudo rompido na metade do progresso. Nada dá certo. Só sei ir a escola e voltar da escola, ir pro meu pai, voltar do meu pai, mexer no celular, redes sociais, dormir e comer, to tão cansada disso, de me contentar com o pouco.
Ninguém precisa ler isso, um texto tão grande. Admito estar com a cara inchada por causa do choro. Mas é isso que me deprime, só sei chorar, só tenho motivo pra chorar, me acho feia e gorda, milhões de vezes olho pro vazo quando estou tomando banho e tenho muita vontade de ir vomitando tudo que comi, tudo que não falei, tudo que não me faz bem, mas não quero mais problemas. Eu só quero ser feliz, por que isso é tão difícil? Alguém ver que não sou mulher, sou uma garotinha, mas que quer aprender COM O TEMPO, a ser uma mulher, alguém que não queira nada em troca, que só veja eu evoluindo de uma forma saudável, sem me proibir das minhas escolhas e interesses. To tendo a conclusão que esse amor tem que ser próprio, ninguém vai viver pra mim, ninguém vai escutar meus dias estressantes, ninguém vai me opinar pra pequenos detalhes, algo como "açúcar ou adoçante?" "meias pretas ou brancas?" "noite tranquila ou agoniante?" 
Não, essa pessoa é você mesma. Sua selva é sua vida, o Leão que tem que dominar é sua própria mente e é isso que tem que ser feito, esperar as estações em seu tempo certo e se adaptar com elas. 
Quanto tempo é o tempo certo?
É só não se preocupar com ele. 

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